• Andrea Quirino

"Ver a verdade sobre mim não pode me prejudicar"



O que faz ser seguro em trazer TODA a Lilith para a luz da consciência e integração?

Nosso anseio evolutivo e nossa integridade. E também a coragem e honestidade em ver o que em nós quer manter Lilith no exílio.


Muitas podem ser as sombras envolvidas no campo de Lilith que resistem a dar seu lugar de direito.


O aspecto feminino infantil egocentrado que anseia por admiração e aprovação rejeita o poder de Lilith. Não quer abrir mão do lugar da menina, pois há dependência emocional.

Esse tipo de energia costuma atrair o Barba Azul. “Sou frágil e preciso de proteção”. Seu valor vem da manutenção do papel do masculino-crença e seu poder pessoal é entregue ao outro. Assim sente seu valor e lugar como garantidos.


Há também a sombra da mulher que sente que seu poder vem do masculino. Essas se concentram no poder fálico que reprime o poder do feminino. Se afastam da força interior da vulnerabilidade. Atraem relações que reforçam essas crenças de que precisam fazer tudo sem apoio, as ditas “mulheres fortes”. Aqui há a dualidade baseada na crença: feminino é fraqueza, masculino é força. Se eu encarno força (masculina) atraio os “bananas” ou entro na guerra com outras forças masculinas. “Sou poderosa”. Seu valor vem da rejeição do lugar do feminino-crença, garantindo seu lugar no mundo masculino enquanto despreza esse mesmo masculino.


Podemos observar também a mulher Eva, que se forma na posição de servir para ter lugar e valor. Uma certa forma de poder distorcido que atua numa aparência disfarçada de submissão. Ela é o centro, todos dependem dela, ela resolve tudo. Assim, sente seu valor. Ocupa o lugar permitido para as mulheres no patriarcado, lugar da mãe, da esposa, da mulher boa, decente, dedicada e “abdicada”. “Sou indispensável”. O valor vem de sua utilidade em manter a ordem social vigente.


Esses três lugares podem acontecer com a mesma mulher, em diferentes áreas da vida ou em diferentes fases. Nela vemos a manutenção do patriarcado:

-mulher frágil que precisa do homem protetor;

-mulher que concorda que o feminino é frágil e escolhe o masculino;

-mulher alinhada com o utilitarismo, o que é útil tem valor e é autorizado a existir.


Lidar com Lilith, assim, pode despertar culpa, sentimentos de inadequação e expiação. A mulher pode sentir que é seu segredo ser má, pois assim sente sua Lilith. A imagem infantil inconsciente é de maldade e poder: toda vez que usar meu poder, sou má, e mereço punição. A saída é tornar-se invisível nesse lugar. E mantém-se Lilith no exílio.

Aparecer é dar problema.

Como nada some só porque está trancafiado no porão, a força fica distorcida, inconsciente e pode atuar de forma autodestrutiva.


Reintegrar-se com Lilith, dar lugar a ela, reconhecer seu poder e direitos é SER por inteira, não castrada, com direito a existir, ter lugar, expressar-se no mundo.


Por que você teme seu poder pessoal? Quais são as crenças que estão te dominando? O que você faria se não tivesse medo? Por que você acha a Lilith não confiável? Em que ela te ameaça?


Conecte-se com seu anseio evolutivo e sinta-se segura em conhecer a verdade profunda sobre si mesma.


“Ver a verdade sobre mim não pode me prejudicar “ (frase de Pathwork).


(Texto: Andrea Quirino)


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